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Pirajuí - Após fuga e posterior captura de dois presos da Penitenciária PI de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), ocorridas no final de semana, a polícia recolheu nas imediações da unidade mais de 60 cápsulas deflagradas de diferentes calibres. Os tiros foram disparados por dois agentes penitenciários para tentar evitar a ação dos detentos. Um deles, atingido por dois disparos, passou por cirurgia para retirada de parte do projétil alojado em seu corpo.

No local, segundo a polícia, foram localizadas cápsulas de calibres .12, .40 e .38. Conforme divulgado pelo JCNet, no início da tarde de sábado (11), dois detentos, de 24 e 34 anos, aproveitaram a movimentação na PI decorrente do horário de visitas para tentar fugir.

Eles retiraram a pia de uma das celas e usaram o objeto para quebrar os vidros da janela de outra cela, que não tem grades, para ter acesso à área externa do pavilhão. Agentes que estavam nas torres perceberam a ação e acionaram sirenes, mandando os presos pararem.

Eles desobedeceram as ordens e pularam um alambrado de contenção. Nesse momento, os funcionários efetuaram disparos de advertência, mas os dois pularam o segundo alambrado. Quando escalavam o terceiro, que dá acesso ao exterior da PI, foram alvos de disparos.

Um dos agentes usou uma carabina .40 e uma espingarda calibre 12. O segundo funcionário usou uma espingarda, também de calibre .12, e um revólver calibre .38. Apesar da ação dos servidores, os detentos conseguiram fugir e equipes passaram a fazer buscas pela região.

Minutos depois, o homem de 34 anos foi detido por agentes em meio a plantação de soja vizinha à unidade, apenas com escoriações. O segundo, atingido por dois disparos, na coxa e na bacia, foi localizado cerca de uma hora depois, escondido em uma área de mata.

Os dois foram levados ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa de Pirajuí. Em razão das lesões, o jovem de 24 anos foi transferido para o Hospital de Base (HB) de Bauru, onde passou por cirurgia para a retirada de parte do projétil alojado na região da sua bacia.

A Polícia Científica realizou perícia na unidade prisional e a ocorrência - registrada como dano ao patrimônio público, fuga, captura de preso e lesão corporal - será investigada pela Polícia Civil, por meio de inquérito, e pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), por meio de procedimento interno.

Fonte: Lilian Grasiela - www.jcnet.com.br